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Quarta, 24 de Maro de 2010Nós e as crianças
De volta de rascunhos antigos... bem antigos, encontrei umas notas de 2004 sobre este tema e porque já esta semana foi debatido o assunto em Educacional, achei que nunca é demais relembrar...!
Crianças... Gosto de manter uma certa distância, mas gosto imenso desses pequenos seres-maravilha que despertam o melhor que há em mim e me tornam menina de novo. Onde deixámos essa inocência deliciosa que perfuma cada questionamento, cada brincadeira? Onde deixámos essa vontade incansável de aprender e perscrutar o novo e o desconhecido? Quando começámos a erguer esses muros altos que limitam os nossos horizontes e colocam fronteiras entre nós e os outros? As crianças não têm medo do contacto físico e deliciam-se com cada carinho que dão e recebem. Quanta falta nos faz esse contacto mais próximo com o outro? Quanta falta nos faz o toque?... Mesmo não sendo necessário para darmos um pouco de nós àqueles com quem nos cruzamos, mesmo não sendo necessário para comunicar aquilo que sentimos ou pensamos não verbalmente, o toque passa muito mais do que julgamos ou procuramos racionalizar. O toque é carinho, é amor, é calor humano, é energia, é dádiva, é troca... é essencial na vida de um pequeno ser. Um simples abraço pode ser reparador, pode passar ao outro uma alegria tamanha... As crianças não têm receio de mostrar o que sentem através de carinhos ou palavras. Quanta falta nos faz expressar o que sentimos pelo mundo ou ouvir o que o mundo tem a nos dizer? É verdade que dizemos e ouvimos através de muitas formas de linguagem e todas elas são importantes, mas estaremos realmente a expressá-lo? Sabe tão bem dizer ao mundo o que nos vai na alma, mostrar ao mundo a imensa alegria e amor que sentimos pelas pequenas coisas que preenchem as nossas vidas! Por vezes é mais fácil dizer à lua que tinha saudades de a olhar ou dizer ao cão que gosto imenso dele (neste momento, aos gatos) do que dizer aos amigos que sinto falta das nossas conversas e de lhes dar carinho... Porque cá em casa gostamos de distribuir abracinhos e é sempre importante dizermos o que nos vai na alma, partilho convosco o video abaixo. Tera, 20 de Outubro de 2009In-coerências
Alguém de quem costumo receber email com informação relevante a que procuro estar atenta, enviou-me um email a que senti vontade de responder. E digo isto porque muitas vezes recebo emails deste tipo, que pura e simplesmente ignoro. Talvez por confiar no discernimento desta pessoa (embora pelo que dela leio apenas) e compreender o motivo da sua indignação, acabei por escrever o que pensava.
E pensei em partilhar aqui a minha opinião... Este foi o email que rcebi: «Obrigatório ler o comentário deste homem (já nem me digno a chamá-lo senhor).... Arre Burro ! Alguns motivos de verdadeiro orgulho pátrio Miguel Sousa Tavares 8:00 Segunda-feira, 19 de Out de 2009 1. A portaria 1226/2009 acaba de frustrar o meu sonho de viver com um casuar, um manatim ou até um monstro-de-gila. A portaria, aliás, veda o meu direito constitucional a comprar numa loja uma baleia ou mesmo "outros cetáceos". Atenta ao bem-estar dos animais, a portaria até me proíbe de coabitar com centopeias compradas em loja - embora não proíba as que entram pelos canos e se tenha esquecido de estender a proibição a baratas, formigas e outros animais domésticos. Ah, e esqueceu-se de proibir os camelos e outros dromedários, os quais podem assim actuar nos circos - de onde ficarão banidos elefantes, leões, tigres e outros felinos, ursos, lobos, otárias (acho muito bem), hipopótamos, rinocerontes, pinguins, cobras várias, aligators e escorpiões. E varanos. Sim, varanos. Mas a sábia portaria (resultado do lóbi da Associação Animal - a mesma que há uns anos fez apresentar no parlamento uma lei que visava controlar as 'condições psicológicas' em que viviam os animais domésticos, bem como o seu acesso aos transportes públicos, entre outros mimos do género), também proíbe a reprodução daqueles animais em cativeiro. Como bem nota o proprietário circense Miguel Chen, não estão porém disponíveis na praça preservativos para os tigres, o que vai implicar que o ministro, ou alguém que o represente dignamente, se afoite a fazer cumprir a lei, interpondo-se entre tigres e tigresas, em plena época de cio: vai ser um número a não perder, num circo próximo de si. Eis mais um retumbante triunfo da cultura urbana, moderna e civilizada. Porque o fundo da questão está no que diz Victor Hugo Cardinali - um honrado nome de uma família que tem feito sonhar gerações e gerações de crianças, com os seus tigres, leões e elefantes, saídos da televisão e dos joguinhos de computador para a tenda do circo: "Eu também posso fazer algo como o Cirque du Soleil, para os intelectuais de Lisboa e do Porto. Mas experimentem levar isso a Portalegre e eles vão perguntar 'que porra é essa?'". É contra este Portugal da porra que em boa hora surgiu a portaria a defender as centopeias, os aligators e também, já me esquecia, os nandus e os crotalos. Somos assim o primeiro país da Europa a proibir as espécies 'exóticas' ou 'selvagens' nos circos. É motivo de orgulho pátrio: em alguma coisa somos, afinal, os primeiros. Mesmo que estejamos a criar uma geração de criancinhas a quem ensinam que só os 'maus' dos caçadores é que matam animais e que julgam que todos os outros animais morrem de morte natural e que os bifes nascem na horta, junto com as alfaces e as salsichas, e que a galinha não tem filhinhos destinados ao churrasco, mas apenas produz ovos e já estrelados.» E a minha opinião e resposta é esta: Como com tudo e todos os textos escritos ou falados, ficamos perante o copo meio cheio ou meio vazio. O que queremos realmente ler ou ouvir num discurso? Neste texto, leio sobre a falta de coerência e não o insurgimento de alguém contra uma lei que vai defender os direitos dos animais. E a falta de coerência, infelizmente, existe em muito humano - pois não quero incorrer no risco da generalização dizendo que existe NO ser humano. A criação de uma lei que defende os direitos dos animais é importante, mas quem escolhe que animais ela visa? Uma lei que impede a exploração dos animais no circo é importante; uma lei que impeça a criação de animais domésticos com fins comerciais ou outros que tais, é importante... e outras mais o serão, como uma lei que vise a adopção dos animais que aguardam por um lar em tantos canis, associações e ruas, em detrimento da sua compra numa loja. Mas e os animais que são vendidos já mortos nas lojas e supermercados? As crianças que gostam dos animais e não percebem porque não os vêm mais no circo, são aquelas crianças que não percebem que aquilo que eles fazem no circo não é natural para aquelas espécies e que eles estão enjaulados; são aquelas mesmas crianças que nunca aceitariam comer o coelhinho que viram crescer lá em casa ou no quintal, mas se ele vier do supermercado, não percebe que um dia ele já foi como o outro. Sem radicalismos (não me consigo ver e nem sentir nessa posição), mas sem falsos moralismos também! Não é que não se deva fazer, pouco a pouco, aquilo que conseguimos ou aquilo apenas em que acreditamos - e viva a diferença! Mas por vezes certas medidas servem, em alguma parte de nós, para desculpar as nossas incongruências. Não sou contra nem a favor deste homem, nem gosto nem desgosto dele, aliás nem o conheço e nem vejo televisão, o que me poderia levar a pensar que sim! Mas não leio aqui mais do que um texto sobre a falta de coerência do Homem! Tera, 13 de Outubro de 2009As palavras sempre ficam Neste aniversário, a prenda que a minha mãe me deu trazia um poema, que dizia assim..."Se me disseres que me amas, acreditarei. Falta dizer que a prenda foi mais uma fada para a minha "colecção", que pela sua envergadura pode bem ser a rainha das fadas! Quarta, 12 de Agosto de 2009Como eu gostava de ter uma destas...Quarta, 3 de Junho de 2009Soltas...
Bem... quero começar por vos dizer que adoro o Verão!!!
Bem sei que ainda não é Verão... ok, adoro o Verão sentido na Primavera e todo o colorido, todo o sol, toda a Vida que encontramos em volta! ![]() E que vida!... No quintal torna-se difícil saber onde pôr os pés, pois está em constante rodopio! As abelhas andam numa azáfama - mas não são as únicas a andar de flor em flor! ![]() As borboletas bailando aos pares - e que cores, senhores! ![]() ![]() Os gatos da vizinhança também nos têm visitado, deliciando-se com a actividade dos passarinhos - e dia após dia ganho mais confiança do belo Bigodes! ![]() Até uma cadela!... A amiga Chica! ![]() Um pouco por toda a relva vejo pequenos bichos esconderem-se na sombra perto do chão - onde pôr a manta para me sentar?! Este pequenito (parecido com uma vespa, mas entre o laranja e o vermelho) nem me deixava fotografá-lo, pois era muito rápido a esconder-se por baixo das ervas - e era só o que queria! ![]() Este era tão rápido de flor em flor, mas de aspecto tão fofo, que andei atrás dele por todas as florinhas amarelas - as suas preferidas! weeeeee!Este, então, nem pousava... pairava apenas! ![]() A Rita decobriu uma nova iguaria: comida de gato - mas só a quer comer à colher! Sério! ![]() A passarada, entre melros, pardais e outros que tais, compõem a sinfonia que embala toda esta actividade - e que bela! (bem, este despenteado não fotografei aqui no quintal...) Como dizia... adoro o verão! Domingo, 19 de Abril de 2009Quem sou eu?
Quem sou eu realmente?
por: Luciana Pianaro Vamos falar em termos práticos sobre este grande drama existencialista do ser humano. Acredite, a primeira resposta que geralmente vem à cabeça de qualquer pessoa é algo assim: "meu nome é Fulano, tenho 30 anos. Sou administrador com especialização em marketing e trabalho na empresa tal, como supervisor de vendas". Sinceramente, essa resposta satisfaz de fato à pergunta em questão? Agora, experimente responder assim: "meu nome é Fulano, sou uma pessoa cheia de sonhos, muito embora às vezes me sinta inseguro sobre se vou mesmo realizá-los; sou um bom amigo, gosto de ouvir as pessoas; sou um pouco carente, elogios me fazem bem; sou comprometido com o que faço, e sou ávido por resultados; tenho algumas certezas e muitas dúvidas". Que tal? Essa é a forma interior de se responder e, claro, muito mais difícil, porque em geral não paramos para pensar em quem somos de verdade. Falamos o que é superficial, o que podemos provar com documentos, o que as pessoas podem perceber facilmente, a forma exterior. Acredite, promover o autoconhecimento, conhecer a verdade sobre nós mesmos e assumir responsabilidades por nossas reações e atitudes, transforma-se em vantagem competitiva. Quando nos conhecemos, entendemos nossas qualidades, assumimos nossas limitações e passamos a ter auto-estima. E, ter auto-estima é confiar na sua própria capacidade de pensar, sentir, decidir, agir, avaliar, aprender, respondendo de modo efetivo às condições que a vida impõe. O psicólogo americano Nathaniel Branden, autor do best-seller “Auto-estima”, advoga que a base da auto-estima não é o êxito em si, mas uma série de práticas que conduzem ao sucesso. Ele define como seis os pilares de uma auto-estima saudável: 1. Consciência: prestar atenção ao que acontece, ao que se experimenta, ao que se faz, sem esquecer o contexto no qual surgem os nossos sucessos, as experiências e as ações. 2. Aceitação: reconhecer os próprios pensamentos, emoções, ações, sem evasões nem repúdios; observar-se pacientemente, sem aprovação nem condenação. 3. Responsabilidade: compreender que se é o autor das próprias escolhas e ações, que se é responsável pela própria vida e bem-estar. Responder conscientemente aos desafios da vida. 4. Assertividade: ser autêntico no trato com os outros, negando-se a ocultar o que se é de verdade para ganhar a aprovação deles. Estar preparado para defender os próprios valores e idéias. 5. Propósito: identificar os objetivos de curto e longo prazo e as ações necessárias para obtê-los. Supervisionar as ações para garantir que se mantenham na rota. 6. Integridade: viver em congruência com aquilo que se sabe e se professa. Dizer a verdade, honrar os compromissos e exemplificar, com ações, os valores que se sustenta. Sou administradora. Aprendi, na faculdade e na especialização, tudo sobre a técnica de administrar processos, patrimônios, pessoas, tempo. Mas hoje posso afirmar, sem medo de errar, comecei a ter mais sucesso quando comecei a administrar o ativo interior. Aprendi, na prática, que ao compreender quem realmente é, a pessoa alicerça sua auto-estima, sua autoconfiança e sua paz interior sobre um terreno firme. Se operar a partir da ilusão e da ignorância, estará sempre tentando construir sua auto-imagem sobre areia movediça. E aí, não tem MBA que dê jeito. Luciana Pianaro é diretora da Sapiens Sapiens Desenvolvimento Integral www.sapiensapiens.com.br Este texto que já li faz algum tempo, leva-me à necessidade de fazer dois comentários. Muitas vezes ouço pessoas dizerem coisas como "sou inseguro", "sou introvertida", "sou medrosa"... sou... Ao dizê-lo estão de facto a deixar de fora as outras hipóteses, que consideram não ter. Todos nós o fazemos! Mas não serão a timidez, o medo ou a insegurança estados do ser, momentos, resultados de experiências na nossa vida, de alguma forma escolhas ao longo do caminho? Alguém me disse um dia "eu tenho sido muito tímida desde criança, mas sei que posso ser de forma diferente e quero trabalhar para isso". Óptimo, pensei. A partir deste pensamento a tímidez, neste caso, deixa de ser uma limitação, pois a pessoa já não está a identificar-se com ela. Quando dizemos que somos determinada coisa, é quase como uma sentença, algo estático... "lamento, mas sou assim e não posso fazer nada quanto a isso". Será de facto? Ninguém nasce tímido ou inseguro, desastrado ou perfeccionista! Pode haver de faco uma tendência a determinada forma de estar. que nem sei se pode aplicar-se a estes exemplos, mas a nossa forma de estar e ser vai sempre se alterando, compondo, construindo ao longo do caminho, resultado das nossas vivências, dos exemplos ao nosso redor. E quando falo em exemplos, nem sempre os resultados são lineares, ou seja, não significa que uma criança que cresça no seio de uma família organizada, por exemplo, o vá ser também, pelo menos nas mesmas áreas. Cada um de nós reage às situações de forma diferente, pois faz as suas próprias associações e tem a suas próprias representações internas, e a forma que estas tomam é que vai orientaando estes resultados. Assim sendo, faz-me mais sentido verbo "to be" do inglês, pois significa tanto ser como estar e, de facto, eu posso ser insegura ou estar insegura, fruto de determinada série de eventos. e no momento seguinte posso ser/estar segura, experienciar-me como tal. O que escolho então? Esta consciência é meio caminho andado para tornar o resto do trabalho/caminho mais fácil. A segunda questão tem a ver com o facto de esta pergunta de reflexão ter sido colocada faz pouco tempo numa aula de Psicologia diferencial. Deixo-vos a pergunta e a minha resposta. Quem sou eu - aquilo que me identifica e diferencia dos outros? Sou aquilo que escolho ser a cada momento, esta é a minha forte crença e forma de ver as coisas. O que me diferencia dos outros? Não será isso, pois todos partilhamos esse aspecto. O que me diferencia dos outros em volta são as minhas características físicas e a forma como me expresso aos mais diversos níveis perante os outros, assim como a forma como sou percepcionada pelos outros e isso tem sempre, também, a ver com quem escolho ser no momento. Nesse sentido, prefiro pensar que aquilo que me identifica é aquilo com que me identifico. Com o que me identifico? Com a acessibilidade, a ternura, doçura, compreensão, conciliação, versatilidade, agilidade, subtileza... uma certa leveza do SER! Experiencio-me também de muitas outras formas, conforme os momentos. E volto a uma citação que julgo já ter feito aqui: cada passo é uma definição daquilo que somos e escolhemos ser (Neale Donal Walsch). E tu, quem escolhes ser? Sexta, 26 de Dezembro de 2008It's a beautifull day!
Hoje o dia amanheceu com uma luz maravilhosa e tive pena, ao sair à rua, de não ter comigo a máquina fotográfica. Todos os dias, é uma escolha "dura", sair com o computador ou com a máquina fotográfica!
Hoje amanheceu uma luz fantástica! Os raios de luz envolvendo a bruma e as siluetas das árvores e onde o sol brilhava mais intenso, este descobria milhares de pequenas gotículas reluzindo contentes! Fantástico! A RFM ecoou "It's a beautifull day..." And in fact it is! Quarta, 17 de Dezembro de 2008Consciência, realidade, cooperação, comunidade
Acabo de vir de uma aula de cooperativismo, em Economia Social (não me perguntem), em que foi promovido um debate sobre os problemas sociais e que sentíamos no dia a dia e em que medida o cooperativismo lhes poderia dar resposta, assim como se os valores de há 50 anos atrás ainda se aplicariam neste momento. As questões foram as mais diversas e a procura pelas respostas foi, no mínimo, interessante.
Mas o que é que isto me interessa, podem vocês pensar. Bem, no início da aula pensei o mesmo, mas continuoa surpreender-me com as coisas que vou descobrindo em cada uma das cadeiras que já tive ao longo do curso de Psicologia. O debate levou-nos para assuntos que me são mais queridos e acabamos por reflectir sobre a tomada de consciência individual e colectiva, sobre a competitividade versus cooperação, sobre a responsabilidade de cada um de nós, passando até pela reciclagem do lixo. Vim a reflectir no caminho para casa, uma vez mais, sobre como cada um de nós é uma gota de um oceano imenso que, junto, é muito mais do que a soma de todas as partes. Cada escolha nossa, a cada momento, é um acto de definição de quem nós somos e muito maior do que a necessidade de mudar o mundo é a necessidade de nos mudarmos a nós mesmos, na forma como nos experienciamos, nas nossas escolhas e nos nossos comportamentos. Que pessoa desejamos realmente ser? Está na hora de colocarmos o nosso locus de controlo, de uma forma mais equilibrada, em nós mesmos e assumirmos a responsabilidade que temos sobre a nossa vida, as nossas escolhas e, por consequência, no papel que assumimos na sociedade em que, quer queiramos quer não, estamos inseridos. Já vimos que a repressão e as ditaduras não resolvem nada, procurar doutrinar os outros é querer mudar o mundo lá fora, também não o resolve, mas podemos dar o exemplo de outras formas de fazer as coisas; formas mais úteis de acordo com o momento em que nos encontramos. Se vimos que os modelos de acção em que nos encontramos envolvidos e inseridos não funcionam, se não nos levam onde queremos ir, de que vale continuar a fazer as coisas da mesma forma? Há que procurar outra forma de atingir os nossos objectivos, procurando encontrar uma forma de funcionamento mais útil para nós. Se aquele tipo de comportamento não nos serve e afecta o nosso bem estar, porquê perpetuá-lo? Há que procurar um outro comportamento mais útil, um que nos leve onde queremos ir. Se o modelo económico em que estamos inseridos não nos serve mais porque continuar a insistir? Para que aconteça esta mudança é, de facto, necessária uma tomada de consciência. A consciência de que de facto aquele modelo não nos serve mais. O bom ou mau são conceitos muito subjectivos e só podem ser aplicados na medida em que algo nos é útil ou não, de acordo com o nosso objectivo, pelo que podemos dizer que cada modelo, cada escolha, cada vivência pode ser boa ou má em função do nosso momento e do contexto em que nos encontramos, se nos é útil ou não. Se já não é útil, bola para a frente! Continuar lendo "Consciência, realidade, cooperação, comunidade" Quarta, 2 de Janeiro de 2008O tempo passa...
:)
Enquanto, há pouco, procurava algo por entre artigos publicados neste blog, encontrei outro algo que escrevi, já em setembro de 2004 e já está tão lá atrás!... Escrevia eu sobre o primeiro fim de semana do curso base de introdução à hipnose clínica... bem! Depois desse já tirei o Diploma Internacional em Hipnose Clínica, já tirei o Practitioner, já sou supervisora no CHCI...! Escrevia eu sobre a vontade que estava a consolidar em mim de ter uma formação em Psicologia ou Psicoterapia e já me encontro a tirar a licenciatura de Psicologia...! Que, devo dizer, estou a adorar! Escrevia eu sobre o jantar do Universo de Luz, realizado em comemoração (atrasada) do primeiro aniversário e sobre como já éramos 3000... Neste momento somos 9340!... E com tantos afazeres pelo meio do tempo, o Universo de Luz tem ficado muito para trás... a formação e as consultas ganham-lhe em prioridade! Estou ainda a fazer uma outra formação da qual estou a gostar muito: um curso de Astrologia com a Isabel Antunes. É curioso como aquilo que tenho aprendido me tem sido útil para compreender outras nuances em diversas áreas da vida, incluíndo na minha prática terapêutica. Tive de fazer um intervalo nos workshops, tenho de fazer um intervalo na Lojinha que mantém o Universo de Luz, mas o tempo tem sido deveras compensador! Cheio de boas novas, oportunidades, ensinamentos, aprendizagens, partilhas... uma vivência cairológica do tempo! E agora... tenho de ir dormir! Segunda, 19 de Novembro de 2007Sussurrando entre si
Foi como hoje ouvi as árvores, ao passear com o Bill no final do dia!
Sussurrando entre si! Afirmo descaradamente que gosto mais do sol e do calor do Verão. Ah, saudoso Verão! Embora ame o colorido aromático da Primavera, o aconchego dos dourados de Outono... e o Inverno? O Inverno que estÁ por aí a vir é o empurrão necessário para a introspecção e evolução da própria vida! Meu querido Verão! Hoje ouvi as árvores sussurrando e deliciei-me com a brisa que cortava a temperatura amena deixada para trás pela chuva. Neste tempo em que nos fechamos mais tempo e mais cedo em casa, a rua torna-se mais silenciosa e encontro mais facilmente a natureza dentro de mim. E a lua - sempre bela- envolta numa névoa translúcida, também estava hoje (no meu passeio) com uma tonalidade quente. Será que o calor estava lá fora... ou cá dentro? Jokinhas doces e aconchegantes! Domingo, 24 de Dezembro de 2006Boas Festas!
Não resisto a deixar aqui a mensagem de Natal que deixámos no Universo de Luz, pois acho que é importante!
Caros Amigos, O Natal está aí à porta e com ele as luzes, os sons, as cores, o convívio e o encanto que lhes estão associados. Mas não esqueçamos que nada disto faz sentido para aqueles que experimentam a solidão, o frio, a fome, a falta de um carinho ou aconchego, coisas que por vezes são acentuadas nesta época. Podemos ser parte activa na mudança. Cabe a cada um de nós a decisão de fazê-lo. Cabe a cada um de nós a mudança! Não custa tanto assim! De facto, pode ser bastante gratificante! Se pensarmos que outro alguém se encarrega disso... bem, esperemos que o outro não pense o mesmo! Continuar lendo "Boas Festas!" Quarta, 18 de Outubro de 2006Devaneando... Bem...Tenho decerto muitas coisas para partilhar, mas agora não me ocorre nada de especial... Vou aproveitar e vou partilhando de outra forma, pode ser que surja algo mais. Este é o duende que cuida das violetas no jardim. Aquelas que não deviam estar lá fora, mas que ainda não se queixaram de apanhar chuva nas folhas e flores!... Trabalhando arduamente! Mas não é o único duende no jardim...! Estes dão as boas vindas a quem chega. E se calhar ainda por lá há mais... Quanto a fadas - também adoro fadas! - um dia destes andei a fazer um levantamento das que tenho por casa e fotografei algumas...Esta fada toma conta de uma taça de pedrinhas!... Esta toma conta de outra taça de pedras e cristais... Esta molha os pés na fonte que tenho no gabinete...Perto do gabinete são mais quatro... outra aqui ao pé do computador... e devem andar mais por aí... Tenho tirado o dedo que carrega no disparador da máquina fotográfica de misérias e tem sido uma verdadeira delícia fotografar tudo o que mexe e o que não mexe! Bem... hoje fico-me por estes encantadores seres da natureza! Uma noite luminosa! Quinta, 28 de Julho de 2005SugestÕes repetidas...
Esta mensagem jÁ É de segunda feira, 25...
Ontem foi a missa de sÉtimo dia pela morte do meu pai. HÁ jÁ anos que nÃo assistia a um serviÇo religioso. SerÃo mais anos ainda se nÃo contar com os casamentos e baptizados que fotografava (pois nessa altura estava mais entretida com a mÁquina do que propriamente com as palavras do padre) e sem contar com o que assisti na semana passada, pois foi todo em pseudo-holandÊs. ConvÉm talvez explicar que o pseudo-holandÊs de que falo É o que chamamos de flamÃo (do inglÊs flammish) que se fala em parte da BÉlgica. NÃo deixa de ser holandÊs, mas com tanto calÃo que atÉ os programas de televisÃo no canal holandÊs tÊm de ter legendas quando se fala o holandÊs, neste caso, de AntuÉrpia. Nada no ritual da igreja me faz confusÃo, mas nÃo costumo assistir a serviÇos religiosos seja de que igreja ou templo for. Gosto de fazer as coisas seguindo a minha forma e os meus momentos. Assim, como era de alguma forma importante para a minha mÃe que se fizesse, lÁ fui eu. Na generalidade gostei do que ouvi, nÃo me prendo em palavras e interpreto-as da minha forma, procurando tambÉm chegar ao significado de origem destas. A meu ver, o facto de nÃo me identificar com formas de estar e fazer dentro da Igreja CatÓlica (neste caso, mas como em qualquer religiÃo) tem tudo a ver com a interpretaÇÃo das palavras e actos feita pelo Homem. Das primeiras coisas de que o padre falou foi sobre a necessidade (diria quase que compulsiva) de nos reconhecermos como pecadores que somos. Como nÃo sinto as coisas assim no meu universo, nÃo concordo com esta noÇÃo que nos É inculcada desde tenra idade das mais diversas formas e feitios. Falo no plural porque julgo que a maioria da populaÇÃo ainda serÁ de enraizada tradiÇÃo catÓlica. Continuar lendo "SugestÕes repetidas..." Sexta, 3 de Dezembro de 2004Trocas energÉticas JÁ escrevi este texto faz algum tempo. Partilho-o convosco...Falando de novo de energia, da energia de que somos feitos e nos envolve... existem as mais variadas formas de nos recarregarmos energeticamente. Uma das formas de nos alimentarmos de energia É atravÉs da comida. Mas acabamos por deixar com o corpo a funÇÃo de tirarmos do alimento tudo aquilo de que precisamos. Tornamos a refeiÇÃo automÁtica, breve, complemento de outros afazeres, olhando-a com um mal necessÁrio. E deixamos que o corpo cumpra a sua funÇÃo, tirando toda a nossa consciÊncia do processo. Pois...! Com o acumular e acumular destas e doutras situaÇÕes, nÃo nos podemos queixar se o corpo nÃo cumprir as suas funÇÕes como desejarÁ¬amos. A refeiÇÃo É uma das formas de repor os nÁ¬veis energÉticos do nosso corpo e deveria ser um processo consciente, absolutamente consciente. Sem pano de fundo de jornais ou novelas - com sentimentos dissonantes Á mistura -, sem as conversas acesas e carregadas que nos tempos que correm vÃo sendo substituÁ¬das pela televisÃo, sem o engolir apressado que se segue duma digestÃo dura - quase sem a ajuda das funÇÕes da nossa boca, e com uma sÉrie de outros empecilhos resumidos pelo nosso constante estado de confusÃo mental e conversa ensurdecedora que acontece dentro de nÓs. JÁ reparou como muitas vezes estÁ tÃo embrenhado nesta sua conversa interior que nÃo dÁ pelo resto que se passa Á sua volta? Nunca lhe aconteceu ter chegado a casa sem sequer se lembrar do que encontrou pelo caminho? Digo isto porque jÁ me aconteceu muitas vezes ir a conduzir em direcÇÃo a casa, comeÇar a pensar, ligar o piloto automÁtico e apagar literalmente... chegava a casa e nÃo me lembrava nem por onde tinha vindo... Bem... usar estes empecilhos na hora da refeiÇÃo nÃo É muito saudÁvel para nÓs. Na hora da refeiÇÃo, como em qualquer outra tarefa, devÁ¬amos dedicar-nos exclusivamente Á tarefa que temos em mÃos, alimentarmo-nos. DeverÁ¬amos desligar todos os outros aparelhos, incluindo a nossa mente, e usar apenas o nosso corpo, os nossos sentidos, a nossa consciÊncia no acto de nos alimentarmos. Se É fÁcil de dizer, tambÉm É fÁcil de fazer, É sÓ querer. NÓs nÃo nos alimentamos da comida e sim daquilo que ela nos proporciona, o corpo tira do que ingerimos aquilo que precisa para gerar energia, comeÇando de seguida todos os processos de transformaÇÃo. EntÃo, deverÁ¬amos ter cuidado com tudo o que ingerimos, mas era preciso que nos importÁssemos connosco! Este cuidado passa desde os alimentos, que sÃo na sua maioria muito pouco naturais, passando por todo o tipo de processos antes de chegar na nossa casa e na nossa boca - cada um desses processos deixando a sua marca e tirando a sua contrapartida -, atÉ Á sua preparaÇÃo, feita muitas vezes sem vontade, e nas condiÇÕes jÁ referidas (tv, confusÃo mental, sentimentos e energias dissonantes). Se tudo aquilo que fazemos É uma constante troca de energia, o preparar duma refeiÇÃo tambÉm o É. EntÃo, imaginese a cozinhar pensando nas suas tristezas, raivas e angÚstias, impregnando a comida com esse tipo de energias e imagine o resultado ao ingerir toda essa miscelÂnea. Consegue imaginar? Agora imagine-se a preparar uma refeiÇÃo com amor, com gosto, com atenÇÃo e carinho, pensando que vai absorver tudo aquilo que der naquele momento. Imagine-se, entÃo, a comer esse preparado e a ingerir todos esses sentimentos bons ao mesmo tempo, impregnados na comida, essa atenÇÃo, essa serenidade... Viu a diferenÇa? Faz diferenÇa mesmo. AtÉ num restaurante pode notar quando a comida o deixa para cima ou quando fica mal disposto sem sequer saber porquÊ. Imagine como estaria o cozinheiro ou cozinheira ao preparar as refeiÇÕes. Estaria sereno, a fazÊ-lo com carinho, com gosto, com pensamentos positivos? Ou estaria irritado porque lhe tinha corrido mal o dia desde que se tinha posto a pÉ ou porque o gÁs tinha acabado na altura mais incÓmoda? Pois...! Pense um pouco naquilo que quer ingerir porque depois nÃo pode escolher ingerir os sentimentos positivos e deixar os outros na beira do prato. Temos, tambÉm, a nossa respiraÇÃo, uma outra forma de nos alimentarmos energeticamente. AÁ¬ estÁ outra funÇÃo sobre a qual tomamos consciÊncia apenas de tempos a tempos. NÓs, literalmente, esquecemo-nos de respirar, a nossa respiraÇÃo tornou-se superficial, carregando o mÁ¬nimo de ar e de energia a um sistema que vive de ambos. JÁ reparou como respira um bebÉ? E jÁ reparou como geralmente um bebÉ tem uma barriga mais desenvolvida que se vai alterando depois com o tempo? Vai-se alterando precisamente quando ele vai desaprendendo de respirar. NÓs e a nossa estÉtica, a que damos tanto valor, nÃo queremos nem pensar nisso! Mas vou dizÊ-lo na mesma. Os bebÉs respiram pela barriga, ou melhor, expandido o abdÓmen. Eles inspiram profundamente, dilatando a barriga, e soltam longamente o ar. NÓs temos uma respiraÇÃo apressada, muitas vezes contendo-a e damos ao nosso corpo o mÁ¬nimo possÁ¬vel deste sopro vital. NÃo É por respirarmos menos que deixamos de inspirar todas as porcarias que lanÇamos na atmosfera. Mas É respirando que damos ao nosso ser a oportunidade de retirar o mÁximo daquilo que inspira e que damos oportunidade de desatrofiarmos todos os mÚsculos que quase dormem hÁ dÉcadas. Mas alÉm da respiraÇÃo e da alimentaÇÃo, podemos retirar energia de tudo o que nos rodeia. Quantas vezes paramos um pouco para cheirar as flores, para olhar o sol, as nuvens, as estrelas? Quantas vezes paramos para olhar o mar, sentir o vento soprar na cara, sentir a areia debaixo dos pÉs, em suma, tomar consciÊncia da beleza de tudo o que nos rodeia? Quantas vezes reparou naquela Árvore imensa por que passa todos os dias a caminho do trabalho? E quanto tempo olha as gaivotas quando faz o percurso diÁrio de barco? Olha para elas pelo canto do olho ou fica a observÁ-las nos seus voos e mergulhos que acompanham o barco? Todos os dias, a cada instante, desprezamos estas formas de nos ligarmos ao que nos rodeia e recarregarmos as nossas baterias. Preferimos tirar energia dos nossos relacionamentos. HÁ-de reparar, por exemplo enquanto nos transportes ou no cafÉ (...), nas trocas energÉticas inconscientes entre as pessoas Á sua volta. Entre pais e filhos, entre amigos, companheiros, hÁ sempre uma 'luta' energÉtica. Mesmo numa simples conversa hÁ uma luta pela razÃo ou simplesmente pela atenÇÃo do outro. Quando numa conversa com alguÉm, ao dar-lhe atenÇÃo, ao ouvir, estÁ a dar energia ao outro, energia essa que deveria vir de volta, mas nem sempre assim acontece. JÁ deve ter reparado como se sente cansado, irritado ou algo parecido, depois de conversar com certas pessoas. E tambÉm jÁ deve ter reparado que hÁ certas pessoas que o deixam a sentir-se muito bem depois de ter estado ou falado com elas. É tudo uma questÃo de energias, nÃo sÓ o padrÃo vibratÓrio dessa pessoa, mas tambÉm o equilÁ¬brio ou desequilÁ¬brio dessa troca que houve. Muitos relacionamentos nÃo resultam devido a esta nossa mÁ gestÃo de recursos. Num casal, a troca É inevitÁvel e talvez na maioria das vezes hÁ um membro dominante no casal. Esse membro vai-se alimentando da energia do outro, alimentando um desequilÁ¬brio nessa troca. Muitas vezes, no inÁ¬cio duma relaÇÃo, ainda naquela fase de conhecimento, de exploraÇÃo, ou mesmo por ser uma nova situaÇÃo, nÃo hÁ essa necessidade, mas com o passar do tempo o espaÇo de cada um vai sendo cada vez menor e ambos vÃo recarregando as suas energias cada vez menos do que os rodeia e cada vez mais um do outro. Esta situaÇÃo comeÇa a ser muito pesada, a energia acaba por nÃo ser suficiente para ambos, vem a fadiga e a inevitÁvel instabilidade de humor. Muitos relacionamentos acabam sem se saber muito bem quando ou porque comeÇaram as brigas e os conflitos. ComeÇam atÉ pelas coisas mais pequenas gerando o efeito bola de neve. É muito importante que cada pessoa, enquanto parte integrante de um casal ou nÃo, mantenha o seu espaÇo. Um espaÇo onde se possa movimentar Á sua medida, sem entrar nos limites dos outros e sem que entrem nos seus limites. É necessÁrio e nÃo vai contra nada a nÃo ser a necessidade de controlo, mesmo que inconsciente, de alguns outros indivÁ¬duos. Mantenha o seu espaÇo e deixe que o seu companheiro mantenha o seu. Isto É importante para o bom funcionamento da vossa relaÇÃo. NÓs nÃo somos donos de ninguÉm, nem os pais dos filhos, nem os filhos dos pais, nem as mulheres dos maridos, nem os maridos das mulheres. É necessÁrio compreender este pormenor para atingir a nossa felicidade. Cada indivÁ¬duo tem de experienciar a vida por si, errar por si, atingir a vitÓria por si. Claro que nÓs podemos ajudar os outros naquilo que pudermos, 'devemos' mesmo fazÊ-lo, mas ajudar o outro nÃo significa fazer as coisas por ele. Ajudar o outro pode ser mostrando-lhe onde pode encontrar uma bicicleta para chegar mais depressa ao seu destino, apontar-lhe a direcÇÃo que o leva onde ele quer ir (nÃo por onde nÓs achamos que ele quer ou deve ir) ou por vezes atÉ oferecendo-lhe o transporte, mas nÃo lhe colocando os pÉs nos pedais da bicicleta ou segurando-lhe o volante numa dada direcÇÃo. Deixe que o outro (seja pai, mÃe, filho, amigo...) escolha o seu prÓprio caminho, mesmo que este nÃo seja paralelo ao seu. Mesmo que lhe pareÇa ser o caminho errado a tomar, certifique-se apenas de que ele sabe onde aquele caminho o leva (a ele, nÃo a si) e sinta-se feliz por ele estar no caminho que escolheu para a vida dele e por ser o caminho que o faz feliz. Quem sabe atÉ se o caminho dele nÃo volta a se aproximar do seu, trazendo-o mais enriquecido? JÁ viu se todos nÓs caminhÁssemos na mesma direcÇÃo, na mesma altura, nÃo faria sentido sequer haver o caminho, estarÁ¬amos todos parados no mesmo ponto sem sÁ¬tio para onde ir. Assim temos muitas opÇÕes e cabe-nos mostrar a nÓs prÓprios o melhor de nÓs mesmos e do nosso sentido de orientaÇÃo. No fim do caminho, podemos ver se realmente nos levou onde pensÁvamos. Se nÃo levou, sÓ temos de olhar para trÁs, ver onde devÁ¬amos ter virado ou nÃo, aprender com a caminhada e encontrar um outro caminho, uma outra forma de lÁ chegar. Raramente nos levarÁ onde os outros disseram que nos levava porque os outros nÃo vÊem pelos nossos olhos nem experienciam atravÉs da nossa vida e nÃo existem duas mentes ou corpos em todo o mundo que sejam exactamente iguais. Mas podemos e devemos permanecer abertos ao que os outros nos mostram da sua experiÊncia de vida, nÃo julgando - porque nunca vamos poder estar naquele momento em que eles estiveram exactamente na mesma pele em que eles estiveram - mas apreendendo, retirando o que quer que faÇa sentido para nÓs e que queiramos experienciar por nÓs prÓprios ou nÃo. EntÃo, nÃo vale a pena forÇar o outro a mudar e a gostar do mesmo que nÓs gostamos, podemos, sim, mostrar-lhe o que É e dar-lhe a sua oportunidade de escolha, respeitando a sua opÇÃo. É preciso respeitar a individualidade aparente de cada um. E ao ajudar o outro, faÇa-o apenas porque quer, sempre. Ao ajudar sempre porque quer nÃo cai no erro de cobrar a ajuda que prestou. O outro nÃo lhe deve nada, nem vocÊ deve nada ao outro. Essa cobranÇa É outra responsÁvel por muitos atritos em muitos relacionamentos. Para que sÓ possa acontecer aquilo que jÁ alguÉm dizia: "arrependa-se daquilo que nÃo fez e nunca daquilo que fez", faÇa com que os seus actos sejam coerentes consigo mesmo. Pense em tudo isto, pense em como consciente ou inconscientemente controla as suas relaÇÕes ou se deixa controlar por elas, pense em si, pense no outro, pense no que sente, pense no que o outro sente, pense naquilo que quer na sua vida e qual o melhor caminho neste momento que o leve atÉ lÁ, pense de que formas se alimenta de energia, pense de que formas de energia se alimenta, pense como pode melhorar esse recarregar de energias... pense! Pense, mas nÃo se perca a pensar... encontre-se. Mantenha o foco, mantenha a sua atenÇÃo, mantenha a sua consciÊncia naquilo que faz, naquilo que sente, naquilo que pensa, naquilo que vÊ... naquilo que É. E apenas seja! Tera, 30 de Novembro de 2004Caminhos... É muito importante que mantenhamos os nossos objectivos em vista para que possamos reconhecer os caminhos que nos levam a eles, quando estes se nos apresentam.É muito importante seguir em consciÊncia e fazer apenas de acordo com o nosso coraÇÃo. É muito importante deixar que os outros faÇam as suas escolhas e se experienciam em pleno de acordo com a sua realidade do momento. É muito importante manter espaÇo entre nÓs e os outros para que possamos fazer as nossas escolhas de acordo com quem somos no momento. Todas as tomadas de consciÊncia sÃo importantes e o nosso caminho tambÉm o É... sempre! Temos sempre muitos ideias, muitos sonhos, muitos projectos... uns mais perto do que outros... da realidade, da realizaÇÃo ou do coraÇÃo! Seria Útil se de tempos a tempos lhes dÉssemos uma volta, descartando aqueles que jÁ nÃo fazem mais sentido para nÓs, para nÃo carregarmos um peso desnecessÁrio. Sim porque, mesmo que deixem de fazer sentido, eles continuam na nossa sombra, a pesar, atÉ que tenhamos consciÊncia de que o seu querer ficou algures no tempo. É quando conseguimos deslindar os sonhos de entre os projectos. Bem... serÁ talvez uma questÃo de conceitos e os conceitos sÃo muito pessoais. E o que acontece quando queremos muito duas coisas que nÃo podem coexistir? Como fazer? Como confiar no universo? Como confiar que em algum nÁ¬vel se realizarÁ apenas o que nÓs construirmos, o que construÁ¬mos? Como confiar que nÃo vai doer por nÃo conseguirmos realizar esses dois quereres? PorquÊ essa dor? De onde vem? A dor vem da falta? Vem da expectativa frustrada? E se nÃo realizarmos esses dois quereres? E se de repente acharmos que podemos realizar um deles na prÓxima vida? E se de repente pensarmos que na prÓxima vida nÃo nos lembraremos e continuarÁ a ser uma sombra, um peso? Como conseguimos desligar-nos desse apego? Qual a melhor forma? Talvez aceitando. Aceitando aquilo que a vida nos trÁs, aquilo que de tÃo lindo podemos construir a cada passo. Pode doer quando as forÇas falham, quando o sol se esconde por trÁs do horizonte e a lua acentua as nossas sombras. Mas apenas porque teimamos em nÃo usar o nosso sol interior para iluminar os nossos caminhos... porque teimamos em levar junto os nossos cordÕes umbilicais que nos unem a todos os amores e dissabores que tornÁmos nossos apegos. Esses cordÕes prendem-nos a situaÇÕes que nem sempre acompanham o nosso passo e vÃo atrasando a nossa caminhada e consequente chegada aos diversos destinos a que nos propomos. Fazem-nos voltar atrÁs vezes sem conta, para ver se ainda estÁ tudo no mesmo sÁ¬tio, se estÁ tudo como deixÁmos um dia, mesmo que mal nos lembremos como era... para saber se nos conseguem acompanhar, teimando em levÁ-los connosco. E se aquele caminho que queremos tanto percorrer estiver em obras ou mesmo permanentemente danificado, impedindo a nossa passagem? É certo que existem outros caminhos, mas aquele era o que querÁ¬amos percorrer, era naquele que nos querÁ¬amos deleitar... em cada pedra, em cada Árvore, em cada flor, em cada miragem... Decidimos entÃo seguir um outro que nos agrade, mesmo que nos leve para bem longe daquele porque as pontes nÃo caiem do cÉu e quando acabÁssemos de construir uma para passar pelo caminho intransponÁ¬vel, jÁ nÃo terÁ¬amos forÇas para continuar. Seguimos pelo outro, entÃo. E se em algum ponto desse novo caminho, ele vira de direcÇÃo e nos leva exactamente onde querÁ¬amos, mesmo que nos pareÇa impossÁ¬vel neste momento? E se em algum ponto desse novo caminho, se nos apresenta um outro que nos leve ao que nÓs querÁ¬amos, mesmo que nÃo queiramos mais sair daquele em que estamos? E se de repente acordamos para esse novo caminho e vemos toda a sua beleza e tomamos consciÊncia que nos preenche por completo, mesmo que isso nos pareÇa impossÁ¬vel neste momento? Aceitar... Amar... cada passo, cada situaÇÃo, cada querer que jÁ nÃo existe, cada desejo que quer entrar... procurar as suas origens... amÁ-las... SerÁ esse o caminho? Porque nÃo? Pensando em tudo isto e na melhor forma de lidar com este tipo de situaÇÕes, olhei as minhas cartas e elas contaram-me uma histÓria... O quatro de taÇas mostrou-me que esta dualidade pode levar a um momento de depressÃo, em que impera a falta de Ânimo e motivaÇÃo. A vida apresenta um caminho Á figura representada na carta e ela olha-o com indiferenÇa como forma de protecÇÃo... nÃo quer sofrer pela falta das delÁ¬cias do outro caminho. Um misto de emoÇÕes onde a razÃo se faz presente por receio de perder o controle ou a estabilidade emocional na sua vida, por ter medo de perder algum fruto da Árvore da vida. O momento É de estagnaÇÃo e o desÂnimo pode impedir que o personagem veja as oportunidades que o esperam no horizonte. Mas o quatro É um nÚmero inacabado que nos mostra que existem outras liÇÕes a aprender. O personagem segue, entÃo, caminho... triste, dorido, levando consigo os seus lamentos, de passos inseguros e visÃo toldada pela dÚvida, chega Á conclusÃo que precisa aprender a decidir, fazer novos planos e treinar a auto-suficiÊncia. (trÊs de espadas) É aqui que ele se torna no guerreiro desvendado pelo cavaleiro de espadas que observa os seus objectivos e chega no momento certo a cada ponto do caminho. Ele percebe que a cada momento estÁ exactamente no ponto onde precisa estar para atingir os objectivos a que ele se propÔs um dia. Tudo estÁ no seu lugar. Esta compreensÃo devolve-lhe a agilidade que o caracteriza e discretamente segue, vigilante, confiando na magia dos caminhos que trilha. A cura vem naturalmente com a Rainha de espadas... A resposta É sim. Aceitar!... Amar! E a felicidade É!
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Sobre mim![]() Nome: Sofia Morgado Nascimento: 8 Out 1974 O que mais gosto de fazer: ler, escrever, namorar, pintar, aprender, rir, sorrir, fotografar, passear no meio da natureza, estudar os domínios da mente humana... não necessariamente nesta ordem O que menos gosto de fazer: esta é difícil... hmmm... ter de me reger por horários que não os meus, ser pressionada Pesquisa rápidaEstou a ler![]() ![]() Administração do weblog |
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